"Certas dietas são simples. É só cortar açucar, frituras, massas, molhos, bebidas alcoólicas, pães, biscoitos e os pulsos."

Pesquise aqui culinaria e fotografia na web

Mostrando postagens com marcador zen informação ideias desenhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador zen informação ideias desenhos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Recordaçoes


 Acima, a lembrança de um último jantar com gosto, em novembro, no Mirai, em Ribeirao Preto, onde o sushiman só nos olha e dizemos, faça o que quizer. E ele faz o melhor.
Aqui o improviso do pizzaiolo Fido, aproveitando para mostrar a tela que adquiri da minha amiga Maysa, da Arter, Ribeirao Preto. Ficou ,muito gostosa aqui na entrada, perto da mesa, ainda nao sei se é definitivo ou se mudará de lugar.

domingo, 24 de outubro de 2010

DE VOLTA

Voltando, encontrei esta carta ao Carioca,  Chico Buarque, e como eu lhe diria a mesma coisa, resolvi publicar. Espero que José Danon me perdoe a ousadia. 
Aliás, acho que ele está vivendo em Paris, ou não?
Saudades do Chico Buarque de Holanda.

Carta para o Chico Buarque
José Danon
"Chico, você foi, é e será sempre meu herói. Pelo que você foi pelo que você é e pelo que creio que continuará sendo. Por isso mesmo, ao ver você declarar que vai votar na Dilma “por falta de opção”, tomei a liberdade de lhe apresentar o que, na opinião do seu mais devoto e incondicional admirador, pode ser uma opção.
Eu também votei no Lula contra o Collor. Tanto pelo que representava o Lula como pelo que representava o Collor. Eu também acreditava no Lula. E até aprendi várias coisas com ele, como citar ditos da mãe. Minha mãe costumava lembrar a piada do bêbado que contava como se tinha machucado tanto. Cambaleante, ele explicava: “Eu vi dois touros e duas árvores, os que eram e os que não eram. Corri e subi na árvore que não era aí veio o touro que era e me pegou.” Acho que nós votamos no Lula que não era aí veio o Lula que era e nos pegou.
Chico, meu mestre, acho que nós, na nossa idade, fizemos a nossa parte. Se a fizemos bem feita ou mal feita, já é uma outra história. Quando a fizemos, acreditávamos que era a correta. Mas desconfio que nossa geração não foi tão bem-sucedida, afinal. Menos em função dos valores que temos defendido e mais em razão dos resultados que temos obtido. Creio que hoje nossa principal função será a de disseminar a mensagem adequada aos jovens que vão gerenciar o mundo a partir de agora. Eles que façam mais e melhor do que fizemos, principalmente porque o que deixamos para eles não foi grande coisa. Deixamos um governo que tem o cinismo de olimpicamente perdoar os “companheiros que erraram” quando a corrupção é descoberta.

Desculpe, senhor, acho que não entendi. Como é mesmo? Erraram? Ora, Chico. O erro é uma falha acidental, involuntária, uma tentativa frustrada ou malsucedida de acertar. Podemos dizer que errou o Parreira na estratégia de jogo, que erramos nós ao votarmos no Lula,
mas não que tenham errado os zésdirceus, os marcosvalérios, os genoinos, dudas, gushikens, waldomiros, delúbios, paloccis, okamottos, adalbertos das cuecas, lulinhas, beneditasdasilva, burattis, professoresluizinhos, silvinhos, joãopaulocunhas, berzoinis, hamiltonlacerdas, lorenzettis, bargas, expeditovelosos, vedoins, freuds e mais uma centena de exemplares dessa espécie tão abundante,desafortunadamente tão preservada do risco de extinção por seu tratador. Esses não erraram. Cometeram crimes. Não são desatentos ou equivocados. São criminosos. Não merecem carinho e consolo, merecem cadeia.
Obviamente, não perguntarei se você se lembra da ditadura militar. Mas perguntarei se você não tem uma sensação de déjà vu nos rompantes de nosso presidente, na prepotência dos companheiros, na irritação com a imprensa quando a notícia não é a favor. Não é exagero, pergunte ao Larry Rother do New York Times, que, a propósito, não havia publicado nenhuma mentira. Nem mesmo o Bush, com sua peculiar e texana soberba, tem ousado ameaçar jornalistas por publicarem o que quer que seja. Pergunte ao Michael Moore. E olhe que, no caso do Bush, fazem mais que simples e despretensiosas alusões aos seus hábitos ou preferências alcoólicas no happy hour do expediente.

Mas devo concordar plenamente com o Lula ao menos numa questão em especial: quando acusa a elite de ameaçá-lo, ele tem razão. Explica o Aurélio Buarque de Hollanda
, seu tio, que elite, do francês élite, significa “o que há de melhor em uma sociedade, minoria prestigiada, constituída pelos indivíduos mais aptos”. Poxa! Na mosca. Ele sabe que seus inimigos são as pessoas do povo mais informadas, com capacidade de análise, com condições de avaliar a eficiência e honestidade de suas ações. E não seria a primeira vez que essa mesma elite faz esse serviço. Essa elite lutou pela independência do Brasil, pela República, pelo fim da ditadura, pelas diretas-já, pela defenestração do Collor e até mesmo para tirar o Lula das grades da ditadura em 1980, onde passou 31 dias. Mas ela é a inimiga de hoje. E eu acho que é justamente aí que nós entramos.

Nós, que neste país tivemos o privilégio de aprender a ler, de comer diariamente, de ter pais dispostos a se sacrificar para que pudéssemos ser capazes de pensar com independência, como é próprio das elites - o que, a propósito, não considero uma ofensa -, não deveríamos deixar como herança para os mais jovens presentes de grego como Lula, Chávez, Evo Morales, Fidel - herói do Lula, que fuzila os insatisfeitos que tentam desesperadamente escapar de sua “democracia”. Nossa herança deveria ser a experiência que acumulamos como justo castigo por admitirmos passivamente ser
governados pelo Lula, pelo Chávez, pelo Evo e pelo Fidel, juntamente com a sabedoria de poder fazer dessa experiência um antídoto para esse globalizado veneno. Nossa melhor herança será o sinal que deixaremos para quem vem depois, um claro sinal de que permanentemente apoiaremos a ética e a honestidade e repudiaremos o contrário disto. Da mesma forma que elegemos o bom, destronamos o ruim, mesmo que o bom e o ruim sejam representados pela mesma pessoa em tempos distintos.

Assim como o maior mal que a inflação causa é o da supressão da referência dos parâmetros do valor material das coisas, o maior mal que a impunidade causa é o da perda de referência dos parâmetros de justiça social.
Aceitar passivamente a livre ação do desonesto é ser cúmplice do bandido, condenando a vítima a pagar pelo malfeito. Temos opção. A opção é destronar o ruim. Se o oposto será bom, veremos depois. Se o oposto tampouco servir, também o destronaremos. A nossa tolerância zero contra a sacanagem evitará que as passagens importantes de nossa História, nesse sanatório geral, terminem por desbotarem na memória de nossas novas gerações.

Aí, sim, Chico
, acho que cada paralelepípedo da velha cidade, no dia 3 de outubro, vai se arrepiar.

Seu admirador número 1,
Zé Danon

terça-feira, 2 de março de 2010

DIETA MEDITERRANEA


Seguindo a dieta mediterranea voce pode diminuir os riscos de pequenos infartos ou pequenos danos cerebrais.”




Um novo estudo mostra que as pessoas que seguem mais de perto o estilo Mediterraneo na alimentação são 36% menos propensas aos danos provocados por pequenos infartos, os quais causam danos cerebrais e que ocorrem sem sintomas
A relação entre estes danos cerebrais e a dieta mediterranea foi comparada com a da pressão alta sanguinea, segundo Nikolas Scarmeas, da Universidade Medica de Columbia em New York –  no estudo feito por aquela universidade. “ Não participar da dieta mediterrânea tem o mesmo peso de ter pressão alta.”
A dieta mediterrânea é rica em vegetais, legumes, frutas, cereais, peixe e gorduras monosaturadas como a encontrada no óleo de oliva, derivados do leite, carne e aves

Dieta para um cérebro melhor

No estudo que será apresentado em abril no encontro anual da American Academy of Neurology, em Toronto, pesquisadores analisaram as dietas de 712 adultos (nunca entendo porque não 700 ou 750,  enfim) em New York, dividindo-os em 3 grupos e baseando esta divisão na dieta mais parecida, meio parecida ou menos parecida com a mediterrânea. 

Pesquisando com ressonancia magnética os cérebros dos participantes e procurando por áreas danificadas pelos pequenos infartos, um total de 238 pessoas mostraram evidencia de que pelo menos uma area do cérebro sofreu algum tipo de dano durante os 6 anos que duraram a pesquisa.

Os resultados mostraram que o grupo que seguiu uma dieta mais parecida com a mediterranea  apresentaram 36% menos episodios do tipo. Os moderados tiveram 21% menos de risco comparados com o grupo que tinha a dieta mais diferente da mediterrânea.

Este beneficio se mostrou principalmente nas mulheres, que tiveram 45% de risco reduzido com a dieta mediterrânea.

Manga com Pimenta.
Está recheado de presentes.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

PAPAI NOEL

O projeto Papai Noel dos Correios começa na próxima terça-feira (17) em todo o país. Crianças que moram em comunidades carentes e têm até 12 anos podem mandar suas cartas, que devem ser "adotadas" por voluntários.

Segundo os Correios, nem todas as crianças são atendidas, mas todas são colocadas à disposição da sociedade e recebem uma resposta. O objetivo central é manter a magia do Natal.

O projeto existe há mais de 20 anos. Inicialmente, era uma iniciativa dos próprios empregados dos Correios. Em 1997, o projeto foi institucionalizado e a sociedade passou a participar.

No ano passado, foram recebidas mais de 1 milhão de cartas. São descartadas as correspondências que não contêm remetentes ou as com endereços repetidos. Cartas de adultos não são atendidas. Também serão excluídos pedidos de medicamentos e aparelhos eletrônicos.

Cada regional dos Correios seleciona as cartas destinadas para adoção com seus próprios métodos, considerando a área abrangida, números de correspondências, de adoções e de voluntários envolvidos.

Voluntários

Segundo os Correios, todas as pessoas que tiverem vontade podem colaborar. Além da adoção das cartas, os voluntários podem participar do processo de leitura e triagem das cartas.

Os interessados devem entrar em contato com a Casa do Papai Noel da região. Os dados estão disponíveis no site dos Correios .

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1372221-5598,00.html

terça-feira, 6 de outubro de 2009

CRÊPES DE ESPINAFRE, PÃO DE MEL

Não sou educadora, não sou socióloga, não sou psicóloga, mas vou palpitar porque hoje, não estou mais com paciencia.
O episodio das provas do Enem. Só vejo aí o exemplo que estão dando à geração que está pronta para participar, com a esperança que lhe foi oferecida. Como tudo o que anda acontecendo neste maravilhoso país das Olimpiadas de . . . pasmem . . . 2014!, virou pizza.
Que lição estas crianças vão tirar daí????
Eu me enganei, não virou pizza, virou frustração, então vamos, pelo menos aqui, mudar o gostinho deste post.

Crepes bem fininhos, recheio de creme de espinafre, molho de tomates frescos, parmesão ralado.
1 taça de Merlot Frontera.


Pão de mel com frutas secas, castanhas e nozes. Presente da Lu.



quinta-feira, 2 de julho de 2009

UTILIDADE PÚBLICA - GRIPE SUINA

FOFOCA E MIUCHA RECOMENDAM. . . . . MELHOR PREVENIR...


". . . alimentos são importantes(estimulam a ação do sistema imunológico e potencializam seufuncionamento).
- Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia,pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas vias aéreas úmidas desestimulam os vírus. Não a tome gelada, semprepreferindo água natural e de preferência água mineral de boaqualidade.
- Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite,pois produz muito muco e dificulta a cura.
- Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.
- Coloque bastante cebola na sua alimentação.
- Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.
- Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura,damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) ealimentos ricos em zinco (fígado de boi e semente de abóbora).
- Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).
- Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha, excelentespara o seu sistema imunológico.
- O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o cháde gengibre que destrói o vírus da gripe.
- Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistemaimunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.
- Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos vegetaispoli-insaturados.
- Importante!: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental paralimpar os dentes, antes da escovação.
Com esses cuidados acima e essa alimentação... os vírus nem chegarãoperto de vc."

quinta-feira, 25 de junho de 2009

ONDE ESTÁ O MEU PEN DRIVE??????!!!!!!!


O dia começou com a busca ao pen drive desaparecido no buraco negro que é o escritório do maridaço. Cutuca daqui, fuça dali mas nada do pen drive . Além de todos os meus documentos, tinha uma planilha com mais de 250 linhas por 7 colunas que fiz ontem e deveria ter passado para o computador dele mas fui adiando. Nada de pen drive.
Desencanei, fui pro meu computador, fiz o que tinha que fazer e estava ainda fazendo quando o HD fez shhhhhhh e eu senti um cheirinho de queimado e tudo se apagou de repente. Morreu. É um gato., mas acho que só lhe resta uma ou duas vidas.
Portanto, se o guri que conserta comps e vem aqui olhar amanhã, se não foi só a fonte que queimou, lá vou eu passar o fim de semana fazendo de novo a tal planilha.
Mais????? sim, mais. Perdi o cabinho que liga o My passport ao lap top.... também quem manda ter tanto fio, cabo, pen, lap e outros trônicos.
Semforças para fazer o jantar, estou meio assim como a Miucha:

quarta-feira, 25 de março de 2009

LANÇAMENTO, LIVROS E DITADURA

Outra surpresa está chegando, o convite vai aí para quem quizer conhecer as sempre divertidas e úteis informações da Chris Campos . BOM LANÇAMENTO CHRIS!!!

Li nesta semana que passou este delicioso paralelo entre ditaduras. Aquela que tivemos em passado recente cá no Brasil e a eterna ditadura da moda.
OBRIGADA NINA, além de divertidíssimo, é matéria para analisar. Adorei.
Afinal gritei muito tortura nunca mais, naqueles tempos.
A Nina Lemos é colunista do jorna Folha de S. Paulo entre outras coisas. Já publicou 5 livros junto com as companheiras 02 Neuronio.




A propósito, ontem, o L. estava fora e eu fiquei com o "poder" para mim. Passeando pelos canais de tv controle remoto na mão, procurando algo e não achando nada, constato que este poder não leva a muita coisa. Dei uma paradinha num canal para ver algo parecido com um passo a passo sobre como transformar uma pessoa livre em um súdito de ditadura Mao modista ou coisa parecida.
Apresentaram uma mulher por volta dos 50 anos, com alguns quilos a mais, alegre, divertida e descontraida, com roupas alegres, divertidas e descontraidas e depois de colocarem todas as suas roupas no lixo, criticando e desdenhando cada peça. Depois de passearem por varias lojas de griffe (ou mostrar sus logos), transformaram-na em um ser exatamente igual a outros. Elegante, mas absolutamente sem personalidade. Tive até a impressão de que ela deixou a alegria com que começou o programa no lixo junto com as ex vestes.
Imaginei então um decorador entrando na minha casa, jugando fora todos os cacarecos que trazem lembranças de momentos vários da minha vida e colocando objetos frios no lugar.
Poderiamos, eu e a moça gritar juntas : o povo unido derruba a ditadura!

terça-feira, 10 de março de 2009

SUSHIS E O EGO

Obrigada Manu, desculpe a demora em colocar o selo, mas ando meio corrida.
Passo para todos os amigos que acompanham o Ideias a la carte.

Bem. . . acordei com excesso de ego e por isto etou mostrando esta bagunça que se instalou na minha coziinha quando ganhei umas tilapias num final de semana e "resolvemos" fazer sushis e sashimis. E me mostrando assim como se interessasse, mas... deixa pra lá.

Se eu trabalhasse em algum restô japones já estaria despedida se não por causa dos próprios que deixam muito a desejar em formas perfeitas, por causa da demora em confecciona-los (tem hifem? acento no a?) .

Agora, que ficou bom, lá isto deve ter ficado, não sobrou e até faltou.





Minha amiga vizinha e companheira de viagens, Ima, que ajudou a provar .








quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Filhos!!!!!

Hoje só repassando a postagem do Fido
Seguinte: eu sou a orgulhosa mamy de Fido e de Zed.
Vale dar uma olhada.

Meu irmão, Zed, está participando de uma exposição na Galerie SHO, em Tokyo, Japão, de 13 de fevereiro até 14 de março. São 12 pinturas `a óleo de sua série "Celebs". Mais informações em seu site zedonline.com.br e na galeria, www.g-sho.com
My brother Zed is participating on an exhibition at Galerie SHO, in Tokyo, Japan, from February 13th untill March 14th. Showing 12 oil paintings from his series "Celebs". More at http://www.zedonline.com.br/ and
http://www.g-sho.com/
Posted by FIDO NESTI at Wednesday, February 18, 2009

HillBilly & Billyboy
Ilustração de página dupla para a próxima edição da revista Superinteressante. Clique para aumentar.Double spread Illustration for "Superinteressante" magazine. Click on image to enlarge.
Posted by FIDO NESTI at Thursday, February 12, 2009


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ARRUMANDO A COZINHA


Usei massa folhada para empanar um filé, copiando uma receita que veio na revista da Associação do Brahman (ninguém tem obrigação de saber, então informo que Brahman é uma raça de gado, cinza ou branco ou vermelho - mais raro aqui - que é criado para carne).
Pois bem, achei que ia ficar ótimo, fiz direitinho - selar o filé, reservar, abrir a massa, encapá-lo e levar ao forno. Mas não gostei não, então nem vou publicar.
Estou contando tudo isto para dizer que a massa que sobrou, enrolei metade com anchovas e outra metado com alho torrado e sementes de papoula, foi ao forno por 20 minutos. Isto ficou bem bom.












E agora estou arrumando a casa, o blog, para começar um novo ano.








Quase tudo em ordem. Repor copos, conferir os temperos, arrumar os nichos, empilhar os refratários.
Dizer adeus à preguiça e testar novas receitas que a vida continua.







sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Meio ambiente

Estou publicando uma carta que recebi pela net por um motivo: mea culpa.
Vivi na capital, SP, até 1993, quando vim para Rifaina de vez.
Eu desconhecia algumas realidades. Então sempre defendi ambientalistas (até extremistas em alguns casos). Achava exagero e preconceito a maneira como as medidas e teorias sobre meio ambiente eram comentados por aqui.
Hoje, conhecendo de perto o que se passa aqui com pessoas simples que trabalham de 4 da manhã até 4 da tarde para sobreviver e não perder o pouco que conseguiram ter e que são "perseguidas" pelos "florestais" e pelas políticas de meio ambiente, tenho que reconhecer que esta carta é realidade. Infelizmente, realidade.

Luis,
Quanto tempo.
Sou o Zé, seu colega de ginásio, que chegava sempre atrasado, pois a Kombi que pegava no ponto perto do sítio atrasava um pouco. Lembra, né, o do sapato sujo. A professora nunca entendeu que tinha de caminhar 4 km até o ponto da Kombi na ida e volta e o sapato sujava.
Lembra? Se não, sou o Zé com sono... hehe. A Kombi parava às onze da noite no ponto de volta, e com a caminhada ia dormi lá pela uma, e o pai precisava de ajuda para ordenhá as vaca às 5h30 toda manhã. Dava um sono. Agora lembra, né Luis?!
Pois é. Tô pensando em mudá ai com você.

Não que seja ruim o sítio, aqui é uma maravilha. Mato, passarinho, ar bom. Só que acho que tô estragando a vida de você Luis, e teus amigo ai na cidade. To vendo todo mundo falá que nóis da agricultura estamo destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sitio do pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que pará de estuda) fica só a meia hora ai da Capital, e depois dos 4 km a pé, só 10 minuto da sede do município. Mas continuo sem luz porque os poste não podem passar por uma tal de APPA que criaram aqui.

A água vem do poço, uma maravilha, mas um homem veio e falo que tenho que faze uma outorga e paga uma taxa de uso, porque a água vai acabá. Se falô deve ser verdade.
Pra ajudá com as 12 vaca de leite (o pai foi, né ...) contratei o Juca, filho do vizinho, carteira assinada, salário mínimo, morava no fundo de casa, comia com a gente, tudo de bão. Mas também veio outro homem aqui, e falo que se o Juca fosse ordenhá as 5:30 tinha que recebê mais, e não podia trabalhá sábado e domingo (mas as vaca não param de fazê leite no fim de semana).

Também visitô a casinha dele, e disse que o beliche tava 2 cm menor do que devia, e a lâmpada (tenho gerador, não te contei !) estava em cima do fogão era do tipo que se esquentasse podia explodi (não entendi ?). A comida que nóis fazia junto tinha que faze parte do salário dele.
Bom, Luis tive que pedi pro Juca voltá pra casa, desempregado, mas protegido agora pelo tal homem. Só que acho que não deu certo, soube que foi preso na cidade roubando comida. Do tal homem que veio protegê ele, não sei se tava junto.
Na Capital também é assim né, Luis? Tua empregada vai pra uma casa boa toda noite, de carro, tranquila. Você não deixa ela morá nas tal favela, ou beira de rio, porque senão te multam ou o homem vai aí mandar você dar casa boa, e um montão de outras coisa. É tudo igual aí né?
Mas agora, eu e a Maria (lembra dela?, casei ) fazemo a ordenha as 5:30, levamo o leite de carroça até onde era o ponto da Kombi, e a cooperativa pega todo dia, se não chove. Se chove, perco o leite e dô pros porco.
Té que o Juca fez economia pra nóis, pois antes me sobrava só um salário por mês, e agora eu e Maria temos sobrado dois salário por mês. Melhorô.

Os porco não, pois também veio outro homem e disse que a distancia do Rio não podia ser 20 metro e tinha que derruba tudo e fazer a 30 metro. Também colocá umas coisa pra protege o Rio. Achei que ele tava certo e disse que ia fazê, e sozinho ia demorá uns trinta dia, só que mesmo assim ele me multô, e pra pagá vendi os porco e a pocilga, e fiquei só com as vaca. O promotor disse que desta vez por este crime não vai me prendê, e fez eu dá cesta básica pro orfanato.
O Luis, ai quando vocês sujam o Rio também paga multa né?
Agora a água do poço posso pagá, mas to preocupado com a água do Rio. Todo ele aqui deve ser como na tua cidade Luis, protegido, tem mato dos dois lado, as vaca não chegam nele, não tem erosão, a pocilga acabô ....

Só que algo tá errado, pois ele fede e a água é preta e já subi o Rio até a divisa da Capital, e ele vem todo sujo e fedendo aí da tua terra.
Mas vocês não fazem isto né Luis. Pois aqui a multa é grande, e dá prisão.

Cortá árvore então, vige. Tinha uma árvore grande que murchô e ia morre, então pedi pra eu tirá, aproveitá a madeira pois até podia cair em cima da casa. Como ninguém respondeu ai do escritório que fui, pedi na Capital (não tem aqui não), depois de uns 8 mes, quando a árvore morreu e tava apodrecendo, resolvi tirar, e veja Luis, no outro dia já tinha um fiscal aqui e levei uma multa. Acho que desta vez me prende.
Tô preocupado Luis, pois no radio deu que a nova Lei vai dá multa de 500,00 a 20.000,00 por hectare e por dia da propriedade que tenha algo errado por aqui. Calculei por 500,00 e vi que perco o sitio em uma semana. Então é melhor vendê, e ir morá onde todo mundo cuida da ecologia, pois não tem multa ai. Tem luz, carro, comida, rio limpo.

Olha, não quero fazê nada errado, só falei das coisa por ter certeza que a Lei é pra todos nois.
E vou morar com vc, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usá o dinheiro primeiro pra compra aquela coisa branca, a geladeira, que aqui no sitio eu encho com tudo que produzo na roça, no pomar, com as vaquinha, e aí na cidade, diz que é fácil, é só abri e a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminoso aqui da roça.
Até Luis.
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas não conte até eu vendê o sitio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desiqual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)
* É engenheiro florestal, especialista em direito socioambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

FIM DA VIAGEM - RESTAURANTES NO CAMINHO

Voltando destas curtas férias curtidas em andanças, pelo interior, capital e litoral de S. Paulo, vou relatar aqui apenas as aventuras gastronômicas. Os amigos que visitamos, as praias e mares que aproveitamos, mesmo a chuvinha insistente de Ubachuva, foi tudo energizante, antistressante, bom demais. Só o cheiro do mar já me faz sentir diferente, para mim é uma necessidade.
Um dia (business) e uma noite em Ribeirão Preto, claro que jantamos no Mirai, um dos melhores japoneses que conhecemos onde a melhor pedida é dizer ao Passarinho (sushiman): Faça o que você quizer para nós. E ele sempre acerta.

Fomos a S. Paulo, vimos filhos e neto. Isto também é necessidade minha e é bom.

Em seguida descemos a serra para o Guarujá mas resolvemos ir pela balsa, fazia muitos anos que não entrávamos em Santos e fazíamos esta travessia. Ficamos na praia de Pernambuco, com meu primo Lata e a Sonia, onde fomos muito bem recebidos como sempre. Levaram-nos para comer ostras no Pereque e jantar no Rufino's onde experimentamos o lagostim com molho de paprika que estava excelente.

Dali fomos pela 101 para Ilha Bela. Recepcionados pelo amigo Maneco, saimos pela noite em busca de aventuras. Dia seguinte passeio de lancha que não fui.

Segunda feira finalmente alcançamos Picinguaba. Chuva, livros, baralho.
Andar por Paraty é preciso, e depois jantar no recomendadíssimo Banana da Terra, da Badaladíssima Ana. Ela não estava. O restaurante é muito agradável. Estava tudo bom. Mas ficamos com o sentimento (que não deveria ter ficado) de que continuávamos preferindo a lula recheada do Ivo, do Vagalume. Será mal da idade? Saudosismo? Chuquinão. Talvez lembrança do que sempre foi bom demais. Mas valeu ter conhecido.
Dia seguinte deu praia até as 14 horas e depois fomos a Ubatumirim que é muito perto, no Bar do Ulysses. Cenário maravilhoso, restaurante pé na areia e o próprio muito simpático.

Voltamos por Atibaia, onde visitamos mais 2 amigos queridos, o Paulo e a Camila.

Sardinhas marinadas como entrada.

Peixe na brasa.



Peixe reccheado com farofa de mariscos e com todos os legumes que se possa imaginar em volta (isto seria um prato para 2 pessoas, sobrou bem mais do que a metade).
Preço total com várias cervejas: R$ 70,00



Couvert: o pãozinho quente e com ervas e o patê de salmão, divinos.

Lula recheada com catupiry e banana.

Risoto de pupunha com nota máxima e posta de peixe grelhado com paçoca.

Vinho argentino.
Preço total com vinho argentino escolhido pelo lado direito do cardápio: R$ 200,00

.
E esta é a lembrancinha que trouxe do cais de Paraty para todos os visitantes do Idéias a la carte



Não esqueçam do cardápio de fim de ano, estamos chegando lá mais depressa do que pensei.




segunda-feira, 29 de setembro de 2008

RESTAURANTES EM SÃO PAULO

No sábado pensei em fazer uma reunião para amigos aqui em casa para comemorar mais uma data. Mas, diante do convite “Vamos jantar em São Paulo no seu aniversário?” E a resposta foi: “YES!”
Fazemos a reunião em outra hora.

Chegamos na sexta feira e resolvemos conferir o melhor italiano eleito pela Vejinha. Não havia como reservar, mas fomos cedo ao Due Cuochi Cucina.
O bar agradável e o vinho espanhol Don Ramón nos fizeram esperar sem pressa por uns 40 minutos. Lauro pediu o prato chefe, foto na Vejinha: Brasato ao vinho tinto com polenta, ele achou a polenta um pouco crua (gosto de fubá), a paleta estava macia e com bom tempero. Eu fui de Ravióli recheado de camarão com chutney de manga com creme de curry. Estava dos deuses, o curry bem leve mesmo, a massa muito fina, o recheio excelente, legumes crocantes por cima. Este prato é minha próxima meta na cozinha. Não levei câmera, portanto vai aí uma pequena ilustração só para lembrança.



No sábado, fomos pela manhã ao Clube Pinheiros para ver o Zed no campeonato de esgrima. Desta vez ele caiu fora cedo. Ficamos por la com o Fido, a Luli, a Chris, e o Samy que ainda não tem blog nem site, talvez porque tenha 5 aninhos só, quem sabe ano que vem já tenha.
Almoçamos carne seca com mandioca por sugestão do pequeno.

Eu queria jantar em algum lugar que ainda não conhecesse . O Edu foi muito gentil e deu várias dicas ótimas.

Fomos ao Balneário das Pedras, na R. Lisboa. Chegamos aproximadamente às 21.30 hs, quase vazio, toda a equipe muito agradável e prestativa.
O espaço é bonito, começando pela delicatessen na entrada, passando por um lounge bar, depois pelo espaço interno caliente com velas iluminando em vermelho e chegando ao espaço maior atrás, todo em branco.
O foie gras do couvert estava ótimo, o agridoce perfeito, já os vôngoles estavam sem graça.




Os pedidos – Lauro e Fido foram na sugestão do chef: Risoto de camarão servido na alcachofra. Tati pediu salmão e eu, Confit de pato com maçã.
As fotos estão péssimas, mas é o que temos.




Vou falar apenas do meu prato. Estava muito bom, macio, pimentas no ponto exato e agridoce também correto.
A apresentação dos pratos tem nota dez.
O vinho italiano sugestão do chef.
O restaurante começou a encher logo após nossa chegada e então, o serviço, apesar de continuar simpático, ficou confuso.
O aquecedor a gás seria dispensável naquela noite e eu fiquei com o lado direito muito quente e o rosto vermelho, ai.
Caiu uma colher nas minhas costas e levei um susto enorme. As pessoas reclamavam de sobremesas que vinham trocadas.
Nossa conta teve que voltar 2 vezes para ser corrigida, no lugar de 2 ostras que pedimos na entrada, colocaram 11 ostras, rsss e 8 couverts para 4 pessoas, rsss.
O mais engraçado foi que, ao sair e só então, o Fido me disse que no Guia da Folha, havia esta previsão; derrubam as coisas em você, vinhos são caros e confira a conta!
Ponto para a Folha.
Mas não arrependi, valeu. O local é lindo, o pessoal simpático e a comida é boa e bem apresentada.
Voltaria sim.


domingo, 20 de julho de 2008

Ragu


Do livro Calor, de Bill Buford, a passagem onde ele narra suas experiências como aprendiz do Dario Cecchini, em Panzano, no coração do Chianti Clássico, o famoso açougueiro que recita Dante em meio ao trabalho. "...fazendo uma panelada do que se chamava ragù alla Medici... A carne era a que estava lá encostada, com a data de validade para vencer ou já vencida: crua,marinad, até mesmo cozida, o que quer que estivesse à mão. Tudo er passado num moedor e jogado num panelão com mais de um metro de altura. As hortaliças, as suspeitas de sempre, - cebolas vermelhas, cenouras, aipo, alho - também passaram pelo moedor, formando uma longa coluna pastosa e colorida. Deram-me um pau de um metro e meio de comprimento, parecido com uma pá, com uma ponta achatada e queimada, para raspar o fundo. Um grande queimador foi posto no chão para que eu pudesse ficar de pé ao lado do panelão. Eu deveria ficar mexendo por oito horas. .... Dario começou subitamente a recitar o fim da Divina Comédia. Não entendi porque. Alguma coisa relacionada com a comida. Com os tomates, talvez. Os tomates, sendo vermelhos, lembraram-lhe o inferno....A carne cozida por tanto tempo, parecia uma terra cascalhenta. Por fim Dario apareceu. Havia se recuperado da declamação de Dante e viera inspecionar meu trabalho. Acrescentou um pouco de toamte - não muitomais água de tomate do que molho de tomate, mudando a cor de marro-sujo para marron-sujo-escuro...."

Postei o ragu faz um ano e, vez em quando, faço de novo, mudando alguns ingredientes.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Fruteira e o ladrão querido


Não resisti e cá está o mais novo cliente daqui da nossa fruteira. Éum sanhaço. Lindo, azul.
Todos os dias ele vem comer bananas. E já está tão manso que posso fotografá-lo sem que se assuste.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Sul de Minas Gerais - A festa

Fomos, na sexta feira, para a festa da Fa. Saimos de Rifaina, divisa com Minas Gerais/Triângulo mineiro, ou seja do lado de cá do Rio Grande, divisando com Sacramento, Araxá, Uberaba. E lá í fomos para S. Bento, divisa também de SP com as Gerais, só que no sul de Minas, São Bento do Sapucaí, grudadin em Campos do Jordão, vizinho mais falado.

Foram 8 horas viajando, seiscentos e tantos quilômetros, beirando a divisa dos 2 estados.

Valeu! Festança gostosa. Muita gente de muitos lugares diferentes que viajou até mais que nós.

Foi almoço, continuou jantar, fogueira e parece que ía ter brunch, mas nós não demos conta e voltamos prá trás.


Casa antiga recém reformada. Na unha e com muito bom gosto.

Comida típica do sul de Minas com um pouco de sotaque paulistano. Patezinhos franceses para começar (bem mineiro). E chazinhos franceses também.

Pururucas, pernil de porco, carnes assadas muito loucas (temperos todos plantadinhos lá na horta da Fa.

Canjiquinha com galinha, sopas de tomate, caldinho de feijão.



Goiabada com queijo, doces de leite, abóbora e cidra.



Bom, não consigo carregar as imagens que gostaria de colocar aqui.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Rifaina

Rifaina ganhou uma feirinha que funciona aos sábados na praça para os pequenos produtores, sitiantes da região venderem seus produtos. Começa cedo, nem sei a que horas, pois sábado nunca consigo acordar cedo, mas tenho ido à cidade lá pelas 10 horas e o negócio está animadíssimo. Música sertaneja no alto falante, pastel, fogaça da Penha para comer na hora e, além de umas verdurinhas bem orgânicas, até demais, pois são deliciosas mas bem feinhas para quem esteve acostumada a fazer produção de culinária para fotografia.
Tem galinha e ovos caipiras, pernil, linguiça, temperados. Palmito daqui do alto da serra, doces de abóbora, batata doce, figos, goiaba e outros. Queijos, mel, cachaça do Seu Julio. Pães recheados, bolos, tortas e outros quitutes da roça. Artesanato do pessoal da cidade. Para mim, as gaiolas do Seu Joãozin ganham.





E aí estão alguns dos produtores no folder, sem maquiagem e sem produção, igualzin como que eles é.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

The Hunger Site

Ganhei ontem de vizinhos de fazenda umas 2 dúzias de ovos caipiras, uma cesta de maracujás e um balde de mexiricas. Fiquei a pensar na fome do mundo, que não conheço. Não posso fazer idéia do que seja, embora me emocione sempre, uma mãe não poder alimentar um filho.
Clicando neste selinho do The Hunger Site, quero acreditar que podemos ajudar um pouquinho. Já que por aqui falamos tanto em comer, e bem, clicamos tanto para colocar nossas fotos e dividir nossas experências culinárias, realmente não custa nada clicar todos os dias neste site.
Fica aí uma sugestão. Bom dia!!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Ainda ITALIA - SICILIA E NÁPOLES

Italy

Sicilia foi A Surpresa! Esperávamos menos desenvolvida e mostrou-se muitíssimo linda e com cidades interessantes e modernas, mesmo conservando... e muito bem.... todos as suas relíquias. Estas não são poucas, pois a Sicilia, foi invadida por etruscos, mouros, espanhois, normandos, gregos e romanos durante séculos e estes povos deixaram por lá muitos aspectos de suas culturas.
Em Palermo, alugamos um carro e a primeira sensação era a de que estávamos naqueles carrinhos de parque de diversões, onde a graça é bater no outro. Não existe um que não seja amassado de todos os lados. Nunca mais vão reclamar do meu, rsssss.
Como o pistachio é produto da terra, ele entra em doces, sorvetes e pratos salgados, sem a menor cerimônia.
Siracusa, com um grande parque arqueológico, um imenso teatro grego que está sendo usado para apresentações e quase ao lado o teatro romano. Duas culturas que alí confirmamos, foram tão diversas em seus meios e fins.
Catania nos serviu de base por 3 dias. Cidade limpa, gostosa, com bons restaurantes. Escavações de circo romano na praça central, rodeado por lojas Benetton, Valentino e outras.
Esta pizza com muzzarella de búfala, funghi porcini, presunto (que também é uma coisa que eles fazem muito melhor do que o nosso) e ólio de oliva extra virgem novo, estava deliciosa.
O Etna, ora o Etna.
Agrigento, ficou na lembrança e no coração, com o Vale dos Templos (Grécia, até VII a.c.), a grande gruta que foi chamada de Orelha de Dionisio, os caminhos que levam de um interesse ao outro através de aléias bem arrumadas, oliveiras e limões sicilianos nos acompanhando.
Enna é uma cidade que fica na montanha, bem lá em cima, com construções medievais e um comércio chiquérrimo, grandes griffes em ladeiras onde passa um carro de cada vez.
Castellamare del Golfo.... quero quero voltar para ficar um ano lá.

Acho até que gostei mais do rótulo do que da cerveja.
Até tempos recentes, tendo em vista a antiguidade de toda esta bagunça, a Sicilia não fez parte da Italia. A unificação foi feita pelo Vitor Emmanuel II, por volta dos 1860. Que mais história? Clique aqui .
Nápoles é a cidade mais suja que já conheci. É um caos nas ruas. Imaginem a 25 de março instalada na Oscar Freire. Sim, barracas vendendo óculos, bolsas, malas, cintos de todas as griffes, com etiqueta de Made in Italy, e até celulares, e até lap top, na frente das lojas que vendem os mesmos produtos por um preço até 50 vezes maior. Ao subir o Vesúvio, desisti no meio da caminhada e fui dormir na van que nos levou.Pompéia, mais famosa me deixou impressão muito triste e de desepero, mas ao mesmo tempo podemos ver os afrescos e os trabalhos em cerâmica, as construções e a urbanização "moderna", com sistema de galerias de esgotos.
Os peixes são deliciosos e, pelas ladeiras, fomos encontrando assim expostos espadas, sardinhas, mariscos, camarões, lulas e polvos.
Capri é uma graça, as águas foram conferidas e realmente são um pouquinho mais azuis que as de Picinguaba, rsss.
A muzzarella é boa demais e faz jus à fama, com certeza. A ricota, ninguém fala dela!, deixou a impressão de que eu nunca havia provado ricota antes. É boa de comer ajoelhado.


















O filé de frango forrado com radichias e farofa de pistachio e, ao lado, ao presunto de Parma, sempre acompanhados das famosas, deliciosas, inesquecíveis mozzarellas.
Fomos a uma festa popular em Cusano Mutri, uma aldeia no sopé de uma montanha, que apresentava os produtos de lá em barracas e adivinha o que eu trouxe escondidinho na mala....Funghi Porcini e Trufas adquiridas do produtor. Querem vir para o jantar?
Sobre Roma, não tenho muito o que dizer, revisitamos muitos lugares, lembrando e acrescentando alguns fatos que nosso amigo Auro que nos acompanhou ía elucidando com seu vasto conhecimento de história.